Serra da Escama, em Óbidos, recebe limpeza na campanha contra o Aedes Aegypti

Serra da Escama, em Óbidos, recebe limpeza na campanha contra o Aedes Aegypti

Durante o mês de novembro a equipe da Vigilância Epidemiológica de Óbidos e outros parceiros, vem realizando uma campanha de conscientização de combate ao mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue e da febre amarela urbana.

Nesta sexta-feira, dia 1º, um grupo de servidores da Secretaria de Saúde, agentes de endemias, agentes comunitários de saúde, se reuniram e foram até a Serra da Escama, onde realizaram uma limpeza, recolhendo o lixo, para evitar criadouros do mosquito.

Moisés Portela, Coordenador da Vigilância Epidemiológica de Óbidos, falou sobre a ação: “Muitas pessoas não tem consciência de que ao jogar uma garrafa, tampas e outros objetos que acumulam água, acabam deixando o local propício para criadouro do Aedes Aegypti”.

Segundo as pessoas que participaram da limpeza, cerca de 50 sacos de 100 litros foram recolhidos, e isso só recolhendo os objetos que seriam propícios para criadouro do mosquito.

“O trabalho educativo que fazemos nas casas, destacamos que é importante o morador ter a consciência e colocar esse problema como uma causa pra ele. Este mês é a campanha de combate ao Aedes, mas precisamos ter esse cuidado o ano todo e o compromisso de fazer essa coleta”, comentou Moisés.

Mosquito Aedes aegypti

O Aedes aegypti põe seus ovos em recipientes como latas e garrafas vazias, pneus, calhas, caixas d’água descobertas, pratos sob vasos de plantas ou qualquer outro objeto que possa armazenar água da chuva. O mosquito pode procurar ainda criadouro naturais, como bromélias, bambus e buracos em árvores.

É um mosquito urbano, embora tenha sido encontrado na zona rural, onde foram levados em recipientes que continham ovos e larvas. Próprio das regiões tropical e subtropical. Em média, cada mosquito vive em torno de 30 dias e a fêmea chega a colocar entre 150 e 200 ovos. Se forem postos por uma fêmea contaminada pelo vírus da dengue, ao completarem seu ciclo evolutivo, transmitirão a doença.

As fêmeas preferem o sangue humano como fonte de proteína ao de qualquer outro animal vertebrado. Atacam de manhãzinha ou ao entardecer. Sua saliva possui uma substância anestésica, que torna quase indolor a picada. Tanto a fêmea quanto os machos abrigam-se dentro das casas ou nos terrenos ao redor.

www.obidos.net.br -> Fotos de Odirlei Santos

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