Pará continuará liderando a produção de mandioca em 2019

Pará continuará liderando a produção de mandioca em 2019

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) referente ao mês de janeiro, prevê o crescimento da safra nacional em 1,9% em 2019, com um total de 230,7 milhões de toneladas. A estimativa aponta ainda que a safra deste ano pode ser a segunda maior da série histórica, ficando atrás apenas da produção 2017 com 240,6 milhões de toneladas. Com relação a área colhida, houve um aumento de 76,1 para 77,2 milhões de hectares em 2019.

A produção paraense de cerais, leguminosas e o oleaginosas marcou o total 2,76 milhões de toneladas para a previsão de 2019, um aumento em relação a safra de 2018 que previa 2,57 milhões de toneladas. Mandioca, soja e a cana-de-açúcar foram alguns dos produtos de maior destaque para a previsão da safra de 2019.

Com 3,86 milhões de toneladas, a mandioca foi o produto paraense com a maior previsão de produção para 2019 e mantém o estado como o maior produtor do Brasil. O produto teve 2% de aumento e superou as 3,76 milhões de toneladas da previsão de safra de 2018. O levantamento também reflete na área colhida do produto que será 9% maior em relação ao ano anterior com 281 mil hectares.

Outro destaque do estado foi a previsão da soja com 1,95 milhões de toneladas, produção que cresceu quase 19,5% comparado a 2018. O Mato Grosso liderou a prévia de produção e o Pará ficou na 13º colocação em relação aos demais estados. É possível justificar a posição paraense pelo aumento de 6,5% na área colhida que terá 594 mil hectares segundo a estimativa. 

Em contramão a soja e mandioca, a produção de cana-de-açúcar prevê queda de 0,92 milhões de toneladas (2018) para 0,91 milhões de toneladas em 2019. Apesar da diminuição da produção, área colhida deverá aumentar para 14,6 mil hectares, área 8,2% maior que 2018.

A produção agrícola influenciou também nos resultados da inflação que foram divulgados na última semana. Alguns alimentos produzidos fora do estado, como o feijão-carioca tiveram aumento de 37,54% no preço na Região Metropolitana de Belém.  Segundo o analista da pesquisa Thelmo Dariva, a estimativa menor de safra do grão em 2019 foi o fator que influenciou nessa variação de preços. “A produção de feijão no Pará não supre o mercado local e o estado é dependente da produção das demais regiões do país, principalmente das regiões Centro-oeste e sul. Nestes locais a produção foi prejudicada pelo calor e pela falta de chuvas” afirma.

Por João Paulo Costa

FONTE: IBGE/PA

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