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O governador do Pará, Helder Barbalho, lançou nesta sexta-feira, 16 de agosto, em Marabá, o Programa de Requalificação Comercial do Estado, durante o evento "A Nova Pecuária do Pará", no Carajás Centro de Convenções. Este programa faz parte das ações do Programa de Integridade e Desenvolvimento da Cadeia da Pecuária, com o objetivo de reorientar e desbloquear produtores rurais impedidos de comercializar carne devido a restrições ambientais.
O novo mecanismo permitirá que produtores em processo de recuperação ambiental voltem a vender sua produção de forma legal. A iniciativa, coordenada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) em parceria com a Agência de Defesa Agropecuária do Pará (Adepará), integra a Política de Integridade lançada na COP 28 em Dubai, que visa melhorar a produtividade e fortalecer a cadeia da pecuária no estado.
Helder Barbalho destacou a importância de alinhar a produção às exigências do mercado global, afirmando que o programa representa um passo decisivo para tornar o Pará competitivo e sustentável. "A rastreabilidade é essencial para garantir a integridade e agregar valor, permitindo que novas plantas sejam habilitadas com mais rentabilidade", afirmou o governador.
Para Mauro Lúcio Costa, vice-presidente da Acripará e proprietário da Fazenda Marupiara, o programa é um avanço significativo para o setor. Ele ressaltou que a requalificação comercial facilita o desbloqueio de propriedades, permitindo que os produtores voltem rapidamente ao mercado legal.
João Álvaro Pereira de Alencar, produtor rural de São Félix do Xingu, celebrou a conquista da Declaração de Requalificação Comercial, destacando a liberdade de escoar a produção com tranquilidade. Ele compartilhou sua satisfação com a nova oportunidade, comprometendo-se a cuidar da regeneração da vegetação em sua propriedade.
Desde 2009, os produtores de gado no Pará enfrentam restrições para vender carne, devido ao Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) da Carne, que impede frigoríficos de comprar de fazendas com desmatamento ilegal. Agora, com o Programa de Requalificação Comercial, esses produtores têm uma nova chance de acessar o mercado, desde que cumpram as exigências ambientais.
O processo de requalificação é 100% digital e permite o acompanhamento da solicitação em tempo real, o que promete agilidade na regularização. Raul Protázio Romão, secretário adjunto da Semas, afirmou que o programa assegura o futuro da pecuária paraense, garantindo que a carne produzida no estado esteja livre de desmatamento e alinhada às exigências do mercado global.
Como funciona - Após receber a sua Declaração de Legalidade Comercial, o produtor deverá seguir com o CAR no processo de validação, aderindo ao Programa de Regularização Ambiental (PRA), se necessário, e apresentando plano de execução do PRADA (Programa de Recuperação de Áreas Degradadas), assim como, em alguns casos, assinar Termo de Compromisso Ambiental.
Após esse procedimento, o técnico responsável fará nova vistoria na área. Caso a área esteja em recuperação e esteja sendo realizado o processo junto ao PRA, o produtor recebe uma nova certidão com validade de mais 1 ano.
Após a comprovação do isolamento da área desmatada, o produtor será considerado apto à comercialização da carne. Porém, caso seja detectada a interrupção do processo de regeneração, novo desmatamento ou a não adesão ao PRA, a Certidão de Adequação Ambiental será cancelada e o produtor não poderá mais utilizar os sistemas.
FONTE: Agência Pará
Criado em 2024-08-17 00:30:43
No dia 15 de agosto de 2024, o Conselho da Renovação Carismática Católica (RCC) da Diocese de Óbidos realizou uma importante reunião de oração e eleição para definir a nova coordenação diocesana. O encontro aconteceu na sede da Comunidade Sementes do Verbo, em Óbidos, e contou com a presença do Bispo Diocesano, Dom Bernardo Johannes.
A reunião foi conduzida por Antônio Marcos Leal, coordenador estadual do RCCPARÁ, e Paulo Henrique Aguiar, tesoureiro do RCCPARÁ. Durante o evento, houve um momento de oração e reflexão, culminando na eleição dos novos coordenadores que irão liderar a RCC na Diocese de Óbidos no biênio 2025/2026.
Paulo Viana, servo do grupo de Oração São Luís, da cidade de Juruti, foi eleito coordenador diocesano. Juntamente com ele, foram homologadas Mailane Silva como secretária geral do Movimento e Mileide como tesoureira, formando a nova equipe que conduzirá a RCC local nos próximos anos.
A cerimônia foi marcada por um clima de renovação e compromisso, com todos os presentes reforçando a importância da missão da RCC na Diocese. Como bem destacou o lema do evento, "A cada nova missão, uma nova unção".
Galeria de Fotos...
www.obidos.ent.br - Com informações Renovação Carismática Católica - Óbidos
Criado em 2024-08-16 23:48:06
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta quarta-feira, dia 14 de agosto de 2024, os dados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que avaliou o desempenho dos alunos da educação básica e ensino médio, referentes ao ano de 2023.
Segundo o Inep, uma das boas surpresas deste ano foi o desempenho do estado do Pará, que registrou um crescimento notável no Ideb, especialmente na etapa do ensino médio. Entre as edições de 2021 e 2023, o Pará subiu 1,3 pontos, o que representa o maior avanço já registrado no estado desde a criação do indicador. Esse progresso elevou o Pará da 26ª posição em 2021 para a 6ª colocação nacional, destacando-se como uma das melhores educações públicas do Brasil.
IDEB EM ÓBIDOS
Ensino médio
Em Óbidos, entre as instituições que oferencem o Ensino Médio, a melhor média do IDEB foi do Instituto Federal do Pará – Campus Óbidos, que teve a média 5,0 pontos, sendo que a Escola Estadual São José obteve a média de 4,4 pontos, ficando na segunda posição. A seguir a tabela das médias de todas as escolas do Ensino Médio em Óbidos, confira:
Fonte: Inep
Ensino Fundamental
Referente as médias do IDEB para o Ensino Fundamental Regular – Anos Iniciais, as escolas que receberam as melhores médias foram: José Tostes (6,0), José Veríssimo (5,8) e Inglês de Souza (5,6). Confira a tabela do IDEB referente as escolas de Óbidos nesta modalidade de ensino.
Fonte: Inep
Por outro lado, as médias do IDEB para o Ensino Fundamental Regular – Anos Finais em Óbidos, as Escolas que obtiveram as melhores médias foram: Professora Wulfilda Rego (4,9), São Francisco (4,2) e Felipe Patroni (4,1). A tabela seguinte mostra o resultado de todas as escolas de Óbidos:
Fonte: Inep
www.obidos.net.br - Fonte: Inep
Criado em 2024-08-16 00:09:19
Em dezembro de 2022, Antônio Magalhães, 55 anos, sofreu um acidente de motocicleta que causou um ferimento no seu pé direito. Diabético, o paciente que atua como pintor da construção civil iniciou uma batalha contra o ferimento que quase custou a perda do membro. Após complicações e sem sucesso no tratamento, os médicos cogitaram a amputação.
“Sofri um acidente de trânsito, onde a motocicleta travou e eu caí sozinho, machucando o pé. O ferimento teve uma infecção e tudo se complicou por conta da diabetes. Fiz duas cirurgias e no final da segunda, os médicos indicaram que seria necessária a amputação”, relembra o paciente.
Transferido para o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA), em Santarém, no oeste do Pará, foi a vez do time de tratamento de feridas entrar em ação. Foram inúmeros curativos, sessões com laser, consultas, idas e vindas, em um tratamento longo, que durou quase dois anos, mas obteve excelente resultado. A ferida cicatrizou e o paciente recebeu alta médica.
“Quase dois anos depois, sinto-me bem melhor após o tratamento especializado feito pela equipe. Fui tratado muito bem e graças aos profissionais e as avançadas técnicas de tratamento de feridas eu pude ser curado”, agradece Antônio Magalhães.
Atuando no tratamento de feridas há 20 anos, o enfermeiro Domício Farias, que integra o time, foi um dos profissionais que acompanhou o caso. “Nossa equipe teve o desafio de revitalizar e reabilitar o pé desse paciente. Cada profissional que esteve com ele contribuiu e ficamos felizes em poder compartilhar essa experiência, com o seu Antônio podendo voltar ao trabalho, para suas atividades normais”, destaca.
Assim como seu Antônio, outros pacientes do HRBA têm alcançado avanços significativos. Aqueles que são diagnosticados com o chamado “pé diabético” correspondem a uma parcela dos atendimentos no ambulatório. O indivíduo com diabetes pode acabar perdendo a sensibilidade nos pés, o que aumenta as chances de formar feridas indolores nessa região.
Com a demora na busca por tratamento, a ferida pode ser agravada por uma infecção e, em casos mais graves, pode levar à amputação de parte do pé ou até mesmo da perna.
Na unidade, os profissionais utilizam técnicas e tecnologias novas para a diminuição e a cura das lesões. A equipe multiprofissional conta com dois enfermeiros e três técnicos de enfermagem.
O tratamento é baseado em ativar a circulação sanguínea no local, o que favorece a oxigenação tecidual. A utilização da ozonioterapia, que também auxilia como agente antimicrobiano, além da laserterapia, que promove o menor tempo de reparação tecidual e possui ação anti-inflamatória.
“Ofertamos essas novas tecnologias de cobertura para curativos como a laserterapia, ozonioterapia e também placas especiais que a gente coloca no leito das feridas, a fim de encurtar o tempo das feridas, sarando essas lesões em menor tempo. Os usuários do SUS, de forma gratuita, podem ter acesso a esses tratamentos, promovendo a melhora do estado clínico e a autoestima desses pacientes”, destaca o enfermeiro Domício Farias.
No ambulatório de especialidades do HRBA são realizados, em média, 400 curativos por mês, entre feridas crônicas, pós-operatórias, retirada de pontos com curativo, feridas oncológicas e continuidade dos curativos pós internação. O ambulatório atende pacientes com perfis oncológico, vascular, pós-cirúrgico, urológico, entre outros.
“O ambulatório do Hospital Regional do Baixo Amazonas é o único no oeste do Pará que atua na recuperação de pacientes atendidos pelo Sistema Único de Saúde. Sendo essa referência para toda a região, a unidade oferta atendimento de qualidade, baseado em avançados protocolos para recuperar os nossos pacientes para que possam ser reabitados com qualidade de vida”, conclui Matheus Coutinho, diretor-geral do HRBA.
Serviço
O HRBA é referência em média e alta complexidade para uma população de 1,4 milhão de pessoas residentes em 29 municípios, e presta serviço 100% referenciado, atendendo à demanda originária da Central de Regulação do Estado.
A unidade pertence ao Governo do Pará, sendo administrada pelo Instituto Social Mais Saúde em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa). Ela funciona na avenida Sérgio Henn, nº 1100, no bairro Diamantino, em Santarém.
FONTE: Comunicação/HRBA
Criado em 2024-08-15 17:35:28
Os povos indígenas do Território Wayamu, que abrange áreas do noroeste do Pará, nordeste do Amazonas e sudeste de Roraima, estão se mobilizando para promover o Turismo de Base Comunitária (TBC) como uma estratégia para proteger suas terras e fortalecer suas comunidades. A iniciativa visa coibir invasões e práticas ilegais de turismo e pesca, que têm ameaçado a integridade ambiental, social e territorial da região.
O Território Wayamu é composto pelas Terras Indígenas Nhamundá-Mapuera, Trombetas-Mapuera, Kaxuyana-Tunayana e Ararà, onde vivem diversos povos indígenas, incluindo grupos em isolamento voluntário. A crescente pressão de empresas de pesca esportiva, que exploram áreas preservadas sem respeitar a legislação ambiental e os direitos indígenas, tem levado essas comunidades a buscarem alternativas sustentáveis.
Em junho, o Iepé – Instituto de Pesquisa e Formação Indígena e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) organizaram um encontro em Santarém, no Centro Experimental Floresta Ativa (CEFA), na Reserva Extrativista Tapajós-Arapiuns. O evento, que contou com 80 participantes, incluindo lideranças indígenas, representantes de oito organizações, Ibama e Ministério Público Federal, teve como objetivo capacitar as comunidades para o desenvolvimento do TBC.
As discussões focaram em aspectos legais e técnicos do turismo em Terras Indígenas, com ênfase na pesca esportiva, e buscaram fortalecer a governança das comunidades, promovendo autonomia e segurança nas iniciativas. As lideranças indígenas compartilharam experiências e destacaram as vantagens do TBC em relação às atividades ilegais, identificando oportunidades em regiões dos rios Jatapu, Mapuera, Trombetas e Cachorro.
O coordenador da Associação Aymara, Benaias Waryeta, ressaltou a importância da gestão coletiva no TBC, contrastando com o turismo de pesca esportiva promovido por empresas privadas ao longo de 17 anos. Zacarias Wai Wai, liderança da Aldeia Mapuera, destacou a importância do aprendizado coletivo: “Entendemos bem. É muito bom quando a gente trabalha junto com nossas associações dentro do Território Wayamu. Quero fazer organizado, e não quero mais gente chegando na aldeia e falando diferente.”
O encontro também resultou em um planejamento detalhado para a gestão comunitária dos empreendimentos, incluindo a repartição dos benefícios e a preservação de áreas sensíveis. Todos os participantes concordaram com a necessidade de seguir os passos legais, incluindo estudos ambientais e consultas comunitárias, para a implementação do TBC.
A União do Território Wayamu reafirmou seu compromisso com o desenvolvimento sustentável e a proteção dos territórios indígenas, promovendo uma gestão que respeite e valorize a vida e as culturas locais.
Saiba mais sobre o trabalho do Instituto Iepé no site.
FONTE: Thaís Herrero
Criado em 2024-08-15 15:09:51
Evento será na próxima quarta-feira (21), em Santarém, com possibilidade de participação por videoconferência.
O Ministério Público Federal (MPF) vai realizar escuta pública, na próxima quarta-feira, 21 de agosto, para que o Poder Público apresente estratégias de resposta à seca que assola comunidades quilombolas e outros povos tradicionais nas microrregiões de Óbidos e Almeirim, no oeste paraense. O evento será na sede da instituição em Santarém (PA) e por videoconferência, a partir das 14 horas.
O objetivo do MPF é que sejam elaboradas formas de prevenção, planejamento, enfrentamento, previsão de cenários, redução de impactos e adequação às situações de emergência climáticas no baixo Amazonas, noroeste paraense.
Segundo informações que associações quilombolas repassaram ao MPF na 25ª Mesa Quilombola, as comunidades tradicionais da Calha Norte têm enfrentado uma série de dificuldades diante das periódicas crises ligadas a mudanças climáticas, que resultam em impactos ambientais, socioeconômicos e culturais que afetam seriamente as famílias.
Convites
O MPF convida toda a população a participar. Foram enviados convites, em especial, a representantes das comunidades tradicionais e às Prefeituras, Defesas Civis, Secretarias de Assistência Social e Promotorias de Justiça dos municípios de Almeirim, Faro, Juruti, Óbidos, Oriximiná e Terra Santa.
Também foi convidado o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Defesa Civil Estadual, associações locais e outras representações.
Serviço:
Evento: Escuta pública sobre a necessária resposta à seca que assola comunidades tradicionais na região de Óbidos e Almeirim (PA)
Data: 21 agosto de 2024
Horário: 14h às 18h
Onde: Auditório do MPF em Santarém (avenida Marechal Castelo Branco, nº 915, bairro da Interventoria) ou por videoconferência, no link www.mpf.mp.br/pa/escuta
COMTE: Comunicação/MPF-PA
Criado em 2024-08-14 23:58:16
Nesta quarta-feira, 14 de agosto, o Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgaram os resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2023, indicador fundamental para avaliar a qualidade da educação no Brasil. Criado em 2007, o Ideb combina o fluxo escolar e as médias de desempenho nas avaliações, fornecendo um panorama sintético e acessível da educação básica no país.
De acordo com os dados apresentados, o Brasil alcançou 6 pontos nos anos iniciais do ensino fundamental (do 1º ao 5º ano), atingindo a meta nacional estabelecida para o ciclo 2007-2021. No entanto, nos anos finais do ensino fundamental (do 6º ao 9º ano), o país alcançou apenas 5 pontos, e no ensino médio, 4,3 pontos, ambos abaixo das metas estabelecidas de 5,5 e 5,2, respectivamente.
Fonte: Agência Brasil
No Pará
Uma das boas surpresas deste ano foi o desempenho do estado do Pará, que registrou um crescimento notável no Ideb, especialmente na etapa do ensino médio. Entre as edições de 2021 e 2023, o Pará subiu 1,3 pontos, o que representa o maior avanço já registrado no estado desde a criação do indicador. Esse progresso elevou o Pará da 26ª posição em 2021 para a 6ª colocação nacional, destacando-se como uma das melhores educações públicas do Brasil.
Esse avanço no Pará se reflete na avaliação dos estudantes do ensino médio, matriculados nas 1ª, 2ª e 3ª séries, com idade a partir de 15 anos. O estado alcançou 4,3 pontos, evidenciando a melhoria significativa em comparação às edições anteriores. No que diz respeito às escolas estaduais, 100% das instituições de ensino fundamental foram submetidas às avaliações, com 179 escolas nos anos iniciais e 346 nos anos finais. No ensino médio, 658 escolas participaram da avaliação, mas apenas 68 não tiveram suas notas publicadas por não atingirem 80% de presença.
O crescimento expressivo do Pará no Ideb é resultado de uma série de ações implementadas pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), que estabeleceu uma agenda prioritária nos 144 municípios paraenses. Entre as medidas estão o combate à evasão escolar, a aquisição de material didático, físico e digital, intervenções pedagógicas focadas na melhoria da aprendizagem, reforço escolar, e a inclusão de novos componentes curriculares, como educação ambiental e financeira. Além disso, houve um investimento significativo na criação de escolas de tempo integral e na inserção de recursos tecnológicos nos espaços educativos.
O avanço do Pará no Ideb reflete o compromisso do estado em transformar a realidade educacional e garantir uma educação de qualidade para todos os estudantes.
www.obidos.net.br - Com informações Agência Brasil e Pará
Criado em 2024-08-14 20:18:29
Praias fluviais, com destaque para Alter do Chão, história secular e rica gastronomia, Santarém é referência em turismo no Pará, além de estar na rota de cruzeiros internacionais e grandes eventos.
O município de Santarém, no oeste do Pará, é o destino anfitrião da Feira Internacional de Turismo da Amazônia (Fita) 2024, que ocorrerá nos dias 23, 24 e 25 de agosto, no Centro de Convenções Sebastião Tapajós. Uma das mais antigas cidades da Amazônia, com 363 anos de fundação, Santarém se destaca por suas belezas naturais, cultura vibrante e importância econômica.
O município desempenha um papel relevante no desenvolvimento econômico do oeste paraense, sendo um importante polo de comércio e serviços, além de um dos principais pontos de escoamento da produção agrícola.
O turismo também é uma fonte significativa de renda para o município, atraindo visitantes interessados em ecoturismo, cultura amazônica, sol e praia, além do turismo de aventura. As belezas naturais, história secular, cerâmica arqueológica e gastronomia são responsáveis por cerca de 49% do número de turistas no Estado, segundo dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos). O volume de turistas nacionais e internacionais chegou a 490 mil em 2023, o que transforma o município em uma das principais atrações turísticas do Pará. Santarém também está na rota de cruzeiros internacionais, que conduzem visitantes de vários países.
Influências culturais - Culturalmente, Santarém reúne influências indígenas, portuguesas e africanas, refletidas em suas festas, artesanato e gastronomia. O Festival do Çairé, por exemplo, é uma das manifestações culturais mais antigas da Amazônia, e todo ano atrai milhares de turistas, de dentro e fora do Brasil.
Um dos maiores destaques de Santarém é Alter do Chão, uma vila balneária localizada a 37 km do centro urbano, conhecida por abrigar a praia de água doce mais bonita do mundo, como a definiu o jornal inglês The Guardian. Todos os anos, Alter do Chão se torna palco da Festa do Çairé, a mais antiga da Amazônia, e do Festival dos Botos.
A sede municipal, às margens do Rio Tapajós, abriga casarões coloniais e um museu com vasto acervo de cerâmica tapajônica. Santarém é berço de figuras ilustres, como o maestro Wilson Dias da Fonseca, mais conhecido por Isoca, e foi onde cresceu e despontou para o mundo o violonista Sebastião Tapajós (nascido em Alenquer), homenageado ao nomear o Centro de Convenções construído pelo Governo do Estado, e entregue em 2023. Uma infraestrutura que permite ao município receber grandes eventos, como a Fita 2024.
As praias que se formam ao longo do Rio Tapajós são conhecidas internacionalmente, principalmente Alter do Chão, assim como o encontro das águas dos rios Tapajós e Amazonas, em frente à cidade, que mesmo lado a lado não se misturam. O Rio Arapiuns, com suas praias e cachoeiras em meio à floresta, é outro recanto muito procurado pelos visitantes.
Como chegar - O acesso a Santarém é feito por vários modais. Localizada a mais de mil quilômetros de Belém por via terrestre. Reformado e ampliado, o Aeroporto Maestro Wilson Fonseca, a apenas 5 km do centro da sede municipal, recebe voos regulares de várias cidades - Belém, Manaus (AM) e outras capitais.
O transporte fluvial é outra opção. A viagem, de quase 36 horas, parte de Belém, oferecendo uma experiência única pelo Rio Amazonas. Santarém também está conectada às regiões Centro-Oeste e Sudeste pela BR-163 (Cuiabá-Santarém) e Nordeste, pela BR-230 (Transamazônica).
FONTE: Agência Pará
Criado em 2024-08-14 18:55:35
O fotógrafo obidense Pedro Marinho inaugurou no dia 9 de agosto a exposição fotográfica intitulada "Biatuwí", no Centro Cultural Palácio da Justiça, em Manaus, Amazonas. Com curadoria de Débora Shornik, a exposição destaca a sensibilidade artística e o olhar apurado de Marinho, que é reconhecido por seu trabalho como fotógrafo e documentarista.
Nascido na Vila Flexal, no município de Óbidos, Pará, Pedro Marinho mudou-se para a sede do município aos seis anos de idade para continuar seus estudos, em 1970. Em 1981, estabeleceu-se em Manaus, e, em 1985, mudou-se para São Paulo, onde residiu até 2020. Durante a pandemia, retornou temporariamente para Manaus, onde recebeu o convite para participar como fotógrafo da exposição comemorativa dos 125 anos do Teatro Amazonas, solidificando sua carreira na cidade. Seus trabalhos já foram publicados no Brasil e no exterior.
Pedro Marinho é bacharel em fotografia pelo Centro Universitário do Senac, em São Paulo, e tem uma formação ampla em áreas correlatas, tendo cursado três períodos de pós-graduação em fotografia e dois períodos em cinema documental e estética pela FAAP, São Paulo. Sua trajetória é marcada por uma constante busca pelo aperfeiçoamento técnico e pela expressão artística, características que se refletem na exposição "Biatuwí".
A mostra, que permanece em cartaz no Centro Cultural Palácio da Justiça, oferece ao público uma oportunidade única de se conectar com a visão única do artista sobre a cultura e as paisagens amazônicas, um verdadeiro convite à reflexão sobre as raízes e a identidade da região.
Veja a Galeria de Fotos .....
Veja a seguir o texto de Debora Shornik sobre a Exposição Fotográfica “Biatuwí”
Chef restaurante Caxiri, co-idealizadora da “Casa de comida indígena Biatuwí” Enraizada neste território desde 2012
“Biatuwí”
“Cheira que alimenta!” a fumaça saindo do caldo, “dá água na boca” – a poqueca em brasa, “arde, mas não queima” – a pimenta quando é boa… são expressões popularizadas que representam o valor cultural da comida.
Pedro Marinho nos leva a provar sabores a partir do olhar, aguça os sentidos, evoca memórias, recupera crenças, rememora o que fomos forçados a esquecer: a nossa ancestralidade.
Uma clivagem para os sentidos mais profundos e autênticos da Amazônia indígena, retratar a cultura alimentar Amazônica através do empratamento do Biatuwi, a primeira “Casa de comida indígena” do Brasil, atende a um chamado íntimo da Amazônia, terra natal deste renomado artista, conhecido internacionalmente, que agora nos agracia e alimenta a alma com apetitosas e intrigantes imagens
A exposição Biatuwi consolida o desejo antigo dos fundadores Clarinda Sateré Mawé e Joao Paulo TUKANO, de apresentar e trazer para o contexto da cidade sua cultura alimentar, seus costumes e saberes, justo em um momento onde se discute profundamente o papel da alimentação. Esse deleite visual nos desperta para um olhar mais profundo de fortalecimento a cultura “gastronômica” e seu sentido.
Enraizada neste território desde 2012, acessei a essência da alimentação – que nutre corpo e espírito, cura e previne, através das tecnologias da floresta e seus especialistas.
Um privilégio aqui estar, que estendemos – Pedro, Clarinda, João Paulo e eu – a quem aqui chegar.
Por Debora Shornik
Criado em 2024-08-14 01:51:37
No último sábado, dia 10 de agosto, a Academia de Letras de Belém (ALB) realizou uma cerimônia marcante no Palácio Antônio Lemos, onde 30 novos acadêmicos tomaram posse, preenchendo o quadro de membros da instituição. Entre os empossados, destacamos Antônio Barbosa Lima, ocupando a cadeira nº 03.
Barbosa Lima, conhecido por sua atuação na literatura de cordel, construiu uma forte ligação com a cidade de Óbidos, no Pará, onde trabalhou por muitos anos como funcionário do Banco do Brasil. Sua relação com a cidade transcendeu o âmbito profissional, envolvendo-se profundamente com a comunidade local e na esfera cultural obidense. Apesar de agora estar na capital paraense, mantém laços sólidos com Óbidos, tanto pela família que constituiu quanto pelas amizades e parcerias culturais que ali formou.
A posse dos novos acadêmicos foi presidida por Rui Guilherme Lima do Carmo, presidente da ALB, que destacou a importância da diversidade e inclusão na Academia. Em seu discurso, afirmou: “Hoje, 30 cadeiras das 40, que serão preenchidas preservando alguns direitos, como os dos quilombolas, indígenas, LGBTQIA+, portadores de necessidades especiais, terão suas representatividades dentro de nossa Academia. Seguindo rigorosamente nosso estatuto.”
Segundo seu estatuto, “A Academia de Letras de Belém tem como objetivo a valorização, difusão e fortalecimento da cultura literária de Belém, além de promover a integração com os movimentos literários dos diversos municípios do Pará. A ALB busca atuar de forma inclusiva e intercultural, respeitando o princípio da paridade de gênero e assegurando a participação de membros representativos das comunidades LGBTQIAPN+, povos originários, afro-brasileiros, PCDs e mestres das oralidades”.
Antônio Barbosa Lima, também conhecido como Barbosa Neto, é contador, poeta e aprendiz de repentista. Apaixonado pela cultura popular brasileira, tem se dedicado à produção de literatura de cordel desde os anos 80, sempre inspirado pelos acontecimentos do cotidiano. Além disso, Barbosa Neto é um entusiasta da Museologia de Base Comunitária, com foco na preservação da ancestralidade, história e memória dos povos, através dos pontos de memória urbanos e rurais.
A posse de Barbosa Lima na ALB não apenas celebra sua trajetória literária, mas também reforça os laços culturais entre Belém e Óbidos, destacando a importância da inclusão e diversidade no fortalecimento da cultura paraense.
Galeria de Fotos...
www.obidos.net.br
Criado em 2024-08-13 23:46:29
Investimento estadual ajuda a aumentar a produtividade de agricultores familiares em várias regiões do Pará.
O Governo do Pará contemplou 25 municípios do estado com a entrega de tratores realizada nesta segunda-feira, 12. Os veículos vão impulsionar a agricultura paraense. Cidades das regiões de Integração do Baixo Amazonas, Marajó e Carajás estão entre os municípios que receberam o investimento estadual.
"Esta entrega demonstra que estamos trabalhando para dar condições e fazer chegar equipamentos para quem precisa, que é o agricultor familiar. São máquinas que ajudam a alavancarmos a economia do Estado. Então, o trator é tecnologia de ponta, que faz o agricultor avançar em produtividade. O investimento vai para famílias que vivem da agricultura, da pesca. Nós temos que ensinar o agricultor a empreender, a saber o que plantar e como plantar", destacou Giovani Queiroz, titular da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (Sedap).
O investimento do Governo do Estado vai beneficiar agricultores em Almeirim, Monte Alegre, Alenquer, Óbidos, Oriximiná, Juruti, Mojuí dos Campos, Aveiro, Rurópolis, Cametá, Novo Progresso, Placas, Uruará, São Sebastião da Boa Vista, Portel, Soure, Moju, Cumaru do Norte, São Félix do Xingu, Conceição do Araguaia, Santana do Araguaia, Piçarra, Curionópolis, Augusto Corrêa e Rio Maria.
FONTE: Agência Pará
Criado em 2024-08-13 23:14:47
No aniversário do primeiro embarque de bauxita em Porto Trombetas, Oeste do Pará, a empresa celebra as conquistas e segue atenta para novos horizontes.
Desde o primeiro embarque de bauxita em 1979, há exatos 45 anos, no distrito de Porto Trombetas, a MRN tem se destacado por sua capacidade de inovar e respeitar as raízes culturais das comunidades locais. Possuindo um cuidado constante com o meio ambiente e mantendo diálogo aberto com os moradores, a empresa está alinhada a boas práticas que evidenciam seu compromisso com uma mineração, cada vez mais, sustentável na região Oeste do Pará.
Essa jornada há mais de quatro décadas marcou a vida de muitas pessoas. Entre elas está Denise Nunes, gerente de departamento na MRN que chegou na região no ano de 1996. Natural de Salvador (BA), ela destaca a evolução profissional que alcançou na empresa. “Meu marco maior foi essa quebra de cultura e região. Conhecer a região Norte do país, que eu não tinha ideia de como seria, e hoje eu digo que não me arrependo de nada. É uma grande conquista passar mais de 26 anos em uma empresa que acreditou no meu potencial, de nutricionista a gerente de departamento”, comentou.
A trajetória de Denise se assemelha aos caminhos trilhados por Dilson Castro Santos, com 42 anos de MRN. Ele chegou em Porto Trombetas junto com a família no final da década de 70, pois os pais trabalhavam na MRN. Após concluir o segundo grau em Belém (PA), ele foi contratado pela empresa em 1982, como auxiliar de escritório, e segue na empresa até hoje, agora como técnico de Controle de Operações. “Após ter a oportunidade de trabalhar na MRN como auxiliar de escritório, comecei a galgar uma vaga no setor de pessoal e, nesse período, a empresa começou a investir nas grades curriculares e tive a oportunidade de fazer cursos técnicos de gestão, segurança e até mesmo de elétrica. Agradeço muito a Deus por ter dado oportunidade e abrir essa porta na minha vida. Eu vi a empresa crescer com sua estrutura e me sinto grato", relata.
Para Guido Germani, Diretor-Presidente da MRN, relatos como os de Denise e Dilson refletem o compromisso da empresa com as boas práticas, desenvolvimento sustentável e respeito às pessoas. “Nosso compromisso é com um futuro sustentável, onde a mineração respeita o meio ambiente e valoriza as comunidades locais. Celebrar 45 anos com tantas histórias bem-sucedidas na região, possibilitando a mudança de vida de comunidades e empregados, é testemunhar a construção de um importante legado para a região. Posso dizer que a MRN teve diversos aprendizados ao longo de seus 45 anos, mas temos sempre que ressaltar que o verdadeiro progresso só é alcançado quando integramos desenvolvimento econômico, preservação ambiental e respeito às pessoas", declar
Desenvolvimento e geração de renda
Com iniciativas alinhadas à responsabilidade social e ambiental, a empresa promove uma série de ações que proporcionam oportunidades de desenvolvimento e fortalecem o relacionamento com as comunidades. Entre elas estão o Programa de Educação Socioambiental (PES), em cumprimento às condicionantes ambientais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Composto por 11 iniciativas distintas, o programa está baseado em geração de renda, promoção à saúde, educação, cultura e meio ambiente.
Maria do Socorro Pereira, moradora do Lago Batata, é uma das participantes das atividades. Ela integra o Projeto de Apoio a Sistemas Agroflorestais (SAFs), desenvolvido pela MRN, que une geração de renda e preservação ambiental da região. De compostagem, com a reciclagem de produtos orgânicos, passando pela criação de galinhas e plantação de mudas, são diversas as técnicas que ela aprendeu durante as atividades em curso, garantindo clientes e geração de renda para a comunidade. “A cada mês eu espero por novos cursos e fico muito feliz em estar aqui. O SAFs trouxe vários benefícios e com ele eu consigo ter encomendas de farinhas e espero ter novos conhecimentos e estou muito feliz em aprender coisas que ainda não sabia", comenta.
Moradora da Comunidade Bom Jesus, Dirlene Meireles também participa do projeto SAFs e destaca os benefícios que a atividade tem proporcionado. "O SAFs veio em um momento importante para mim e minha família. É um projeto maravilhoso e todos estão satisfeitos porque é um processo de aprendizado que nos motiva. Eu vou continuar no projeto, cultivando, criando e agradeço pela oportunidade. Estou feliz e colhendo o que plantei", afirma.
Educação e qualificação
Não é apenas com atividades socioambientais que a empresa atende os moradores de comunidades vizinhas às suas operações. A MRN, ao longo de seus 45 anos, também tem possibilitado a qualificação profissional e acesso a uma educação de qualidade com iniciativas que têm potencializado a formação de centenas de famílias quilombolas. Por meio do Programa de Apoio ao Ensino Básico (PAEB), o estudante que ingressa no nível fundamental e médio, para seguir com os estudos, têm suporte, de forma gratuita: com materiais didáticos escolares, transporte e alimentação. Já o estudante de nível superior conta com o Programa de Apoio do Ensino Superior (PAES), que garante bolsa de auxílio financeiro mensal, além de passagem de férias para visitar a família.
Criado em 1997, o PAEB oferece, gratuitamente, educação integral, com material escolar e didático, transporte e alimentação. Já o PAES, em execução desde o ano 2000, oferece todo o suporte necessário para entrar na graduação, com bolsas para cursos superiores, em ensino presencial ou à distância. Em 2023, o PAEB tem beneficiado 129 bolsistas. Já o PAES oferta a 52 alunos a possibilidade de acesso ao ensino superior e um novo mundo de oportunidades.
A empresa também atua com a oferta de educação básica e qualificação profissional em outras localidades por meio do Projeto Educação pela Amazônia. Estruturada em 2022, a iniciativa oferece cursos nos eixos da Elevação de Escolaridade, Qualificação Profissional e Cursos Livres. Já foram beneficiadas as comunidades Lago do Ajudante, Abuí, Serrinha e Boa Vista, pertencentes a Oriximiná, além de comunidades rurais dos municípios de Faro e Terra Santa. Desde o seu início até o final do ano passado 368 alunos participaram do programa, distribuídos em 28 turmas, com 4.720 horas de carga horária.
A empresa também oferta cursos profissionalizantes para que comunitários possam se qualificar e ter a chance de ingressar no mercado de trabalho, oferecendo conhecimentos e experiência prática em um ambiente industrial de ponta, proporcionando a qualificação de jovens de comunidades próximas à MRN e a oportunidade de uma carreira promissora na área da mineração. “As oportunidades devem ser agarradas e eu quero crescer, entrando em uma empresa que me dê reconhecimento. Hoje, para as mulheres, é muito difícil entrar na mineração. Quero ser vista e reconhecida um dia”, declara Gisele Ferreira, moradora da Comunidade Boa Vista, que participa do curso de operação de máquinas pesadas, promovido pela empresa.
Sustentabilidade é prioridade
Demonstrando seu compromisso com a gestão ambiental e conservação da biodiversidade, a MRN mantém o Programa de Recuperação de Áreas Mineradas que garantiu o reflorestamento de cerca de 7,5 mil hectares ao longo dos 45 anos de histórias com o plantio de mudas de espécies nativas como Andiroba, Castanha-do-Pará, Copaíba, Cumaru e Itaúba. Tal iniciativa, que envolve as comunidades locais, além de gerar renda e fortalecer o diálogo entre moradores e empresa, demonstra o êxito da mineração sustentável praticada pela MRN e possibilita o retorno da fauna e flora para a região.
Aliado à preservação ambiental, a empresa também mantém o compromisso com ações que garantem a produção sustentável da bauxita, como gestão de resíduos sólidos industriais e urbanos e o monitoramento de ar, água e ruídos. Essas ações garantem que, desde 2021, a MRN mantenha a certificação Aluminium Stewardship Initiative (ASI) nos Padrões de Desempenho e de Cadeia de Custódia (CoC). Essa certificação confirma as boas práticas de gestão da empresa, baseadas nos princípios do ESG, que representa a sustentabilidade ambiental, social e de governança corporativa. A certificação ASI é a única iniciativa global voluntária de sustentabilidade para a cadeia de valor do alumínio, que inclui a bauxita.
Parcerias que geram valor
Ao longo de seus 45 anos, a MRN tem consolidado parcerias com instituições que fortalecem a mineração sustentável na Amazônia, como Associação Brasileira do Alumínio (ABAL) e Instituto Brasileiro da Mineração (IBRAM).
“A história da MRN é também parte da história do alumínio do Brasil. A companhia tem demonstrado um compromisso inexorável com as práticas de mineração sustentável, com o cuidado com o meio ambiente e a inovação nos processos produtivos. A colaboração entre ABAL e MRN é marcada por um diálogo constante e pela busca de soluções conjuntas para os desafios do setor. Entre as principais iniciativas conjuntas estão o desenvolvimento de normas técnicas, desenvolvimento e realização de eventos que visam promover as melhores práticas da indústria do alumínio”, destacou a Presidente-Executiva da ABAL, Janaina Donas.
Para Raul Jungmann, Diretor-Presidente do IBRAM, a parceria existente com a MRN ao longo dos anos tem possibilitado uma série de serviços especializados. "Como uma entidade privada sem fins lucrativos e de adesão voluntária, nosso foco principal é oferecer aos associados ferramentas e recursos essenciais para seu crescimento e aprimoramento de produtividade. A MRN desempenha um papel crucial na promoção da mineração sustentável na Amazônia, destacando-se como um exemplo significativo de comprometimento com boas práticas no setor. Ao focar em práticas sustentáveis, a MRN não apenas protege o ambiente amazônico, mas também promove o bem-estar das populações locais e demonstra como a mineração pode ser realizada de maneira responsável e benéfica para todos os envolvidos", comenta.
Incentivo à mão de obra local
A valorização e o desenvolvimento da mão de obra regional, são premissas da MRN desde o início de suas operações. Quem acompanha de perto este cuidado com a população local é Zilma Viana, que veio da Comunidade Quilombola Serrinha, localizada no Alto Trombetas, no ano de 1978. Em 1990, começou a trabalhar em uma empresa terceirizada que, de acordo com ela, possibilitou realizar o seu grande sonho: o acesso ao ensino superior. “Eu tive a oportunidade de me qualificar com curso técnico e superior. Esse foi um momento que, pelas minhas condições financeiras, achei que não iria conseguir. Foi aqui que eu consegui e tive todo o apoio possível e hoje me sinto uma pessoa realizada", conta.
Depoimentos como os de Zilma se traduzem em feitos como os de ser, pela terceira vez consecutiva, uma das 50 melhores indústrias de grande porte para se trabalhar no país, segundo o ranking Great Place To Work (GPTW).
GALERIA DE FOTOS....
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FONTE: Comunicação/MRN
Criado em 2024-08-13 00:34:08
O peixe mapará, conhecido pela sua versatilidade culinária e presença marcante na gastronomia amazônica, está no centro de uma pesquisa que visa garantir a preservação da espécie no Pará. Liderado pela professora Kelli Garboza da Costa, da Universidade Federal do Pará (UFPA), o estudo concentra-se na Bacia Hidrográfica do Baixo Rio Tocantins, abrangendo os municípios de Cametá e Limoeiro do Ajuru.
O mapará, um peixe de água doce amplamente encontrado nos rios da Amazônia, está enfrentando desafios reprodutivos, especialmente devido às alterações ambientais provocadas pela barragem de Tucuruí. A pesquisa foca na distribuição das larvas e no mapeamento das áreas de desova, com coletas realizadas em oito áreas de Acordos de Pesca, de maio de 2023 a fevereiro de 2024.
Os dados preliminares apontam que o mapará está se reproduzindo ao longo de todo o ano, com picos de densidade de larvas entre fevereiro e agosto. Além disso, foi observado que os "poços", áreas indicadas pelos pescadores artesanais, são cruciais para o crescimento das larvas. A professora Kelli Garboza destaca que essas áreas possuem condições favoráveis para o desenvolvimento dos juvenis, devido à abundância de matéria orgânica e plâncton.
A pesquisa, que também envolve análise genética no Campus Bragança da UFPA, visa fornecer subsídios para a implementação de medidas de conservação e manejo da pesca do mapará. Em paralelo, um projeto de extensão está sendo proposto para conscientizar a população sobre a pesca predatória de mapará "fifiti", ou seja, juvenis capturados antes de atingirem o tamanho permitido por lei.
Com o apoio das Secretarias Municipais de Pesca de Cametá e Limoeiro do Ajuru e a colaboração de diversos pesquisadores e estudantes, o estudo busca não apenas entender melhor o ciclo reprodutivo do mapará, mas também contribuir para a preservação dessa espécie fundamental para a subsistência e a cultura da região e no Pará.
FONTE: Comunicação/UFPA
Criado em 2024-08-12 15:02:34
Por João Canto.
A manhã começava com uma leve brisa carregada pelo rio Amazonas, enquanto um grupo de amigos se reunia na entrada do Laguinho Pauxis, em Óbidos, prontos para embarcar na bajara do Sr. Joaquim Marialva. Era dia 24 de julho de 2024, e a expectativa estava no ar. Evander Batista, um filho orgulhoso da Comunidade Quilombola do Mondongo de Baixo, havia organizado um passeio de volta às suas raízes, convidando amigos para compartilhar desse reencontro com sua comunidade.
O grupo, composto pelos obidenses – Sr. Joaquim Marialva Baima, comandante da Bajara e seu filho Rivas, Aline e João Canto, Janari, Ilda Azevedo, Marcos Marinho e Edna Baima, Romualdo Andrade e Lucilene, Ana Paula Azevedo, Rubens e seu filho Erivan, Carlinho Pinheiro e, claro, o próprio Evander – partiu rumo ao desconhecido para muitos, mas familiar e repleto de memórias para alguns deles.
O rio Amazonas, imponente e sereno, foi o primeiro a nos guiar, por suas águas barrentas e o céu azul. A travessia pelo estreito Igarapé da Capela foi uma verdadeira demonstração de habilidade por parte do Sr. Joaquim Marialva, que, com maestria, conduziu a bajara pelos obstáculos naturais. Galhos submersos, árvores caídas e ribanceiras não foram páreo para a experiência de anos de navegação pelas águas da região.
Ao sair do igarapé, fomos recebidos pelo vasto Lago do Mondongo, cuja superfície agitada foi vencida pela Bajara do Sr. Joaquim Marialva. Atravessá-lo foi uma experiência de contemplação; a pressa, que poderia ser comum em outros contextos, não tinha lugar ali. A natureza ao redor era uma obra de arte viva, que merecia ser apreciada em cada detalhe. Os olhos de todos estavam vidrados na paisagem, absorvendo a imensidão da região de várzea, o som distante de pássaros e das águas agitadas por conta do vento.
Ao chegar à comunidade, um novo desafio se apresentava: o lamaçal característico do período de vazante do rio. Com os pés afundando na lama, seguimos adiante, impulsionados pelo desejo de explorar cada canto daquele lugar carregado de história e tradição.
A Casa do Sr. Marialva, tio de Evander, foi o primeiro ponto de parada. Lá, uma ponte recém-construída nos levou até o centro da comunidade, onde visitamos a escola local e o Centro Comunitário, a Igreja de Santo Antônio, padroeiro da Comunidade, lugares que simbolizam a resistência e a união dos moradores. A história viva da comunidade estava presente em cada conversa com os moradores do lugar.
Foi na casa de Francisco Oliveira, carinhosamente chamado de Chico Sapo, que encontramos um dos momentos especiais da viagem. Ele nos recebeu com um drink de “mangarataia ou gengibre” e cachaça, enquanto nos contava histórias da comunidade, algumas reais, outras fruto de sua rica imaginação e dos antigos moradores. Seu Chico também nos mostrou os achados arqueológicos que havia coletado nas redondezas, relíquias de tempos passados, que contavam silenciosamente a história de seu povo.
Quando o cheiro do almoço começou a se espalhar, todos sabiam que estavam prestes a experimentar algo único. O cardápio, preparado pelas mãos habilidosas das Sras. Francisca e Shirley, trouxe à mesa iguarias como o Acari Assado e uma Caldeirada de Tamuatá. Os peixes, enormes e suculentos, eram impossíveis de encontrar, daquele tamanho, em qualquer mercado de Óbidos. Eram exclusivos do Mondongo, como se a natureza reservasse seus melhores frutos para aqueles que conheciam o caminho até ali.
A tarde foi se despedindo lentamente, enquanto a bajara voltava pelo mesmo caminho, agora com um silêncio reflexivo entre os passageiros. A beleza incomensurável do Mondongo e a riqueza cultural de sua comunidade deixaram todos tocados de uma forma profunda. Para Evander, aquela viagem não era apenas uma visita, mas um reencontro com suas origens, um fortalecimento de sua identidade.
Ao voltarmos para Óbidos, a certeza de que o Mondongo é mais que uma comunidade isolada, mas um símbolo de resistência e cultura viva, estava impressa em todos nós. Aquelas raízes que Evander nunca esqueceu, e que sempre o trazem de volta, são as mesmas que sustentam uma história rica, que merece ser contada e preservada. E nós, por um dia, fizemos parte dessa história, guardando no coração um pedaço do Mondongo.
A seguir uma Galeria das Fotos que fizemos durante a visita ao Mondongo de Baixo:
Fotos....
Fotos de João Canto
Criado em 2024-08-12 12:31:39
Por João Canto.
O Rio Amazonas, com suas águas caudalosas, misteriosas, certas vezes perigosas, sempre foi palco de histórias que atravessam gerações. Recentemente, recebi algumas fotos que me transportaram diretamente aos anos 80, em Óbidos, uma época em que a diversão era encontrada nas coisas simples, como descer o rio sobre troncos de madeira. As imagens feitas por André Alves mostram jovens, revivendo essa prática antiga, partindo da antiga Oficina do Sr. Yugi Maruka, até a famosa Cabeça do Padre.
Para quem não conhece essa região, é necessário um pouco de contexto. A área compreendida entre a comunidade do Sucuriju, passando pelo Geretepaua, até a Cabeça do Padre forma uma praia sazonal, que durante a seca acumula troncos de árvores trazidos pelas cheias. Esses troncos se tornam verdadeiros brinquedos para os jovens que, no auge do verão, empurram-nos para as águas do Amazonas e, com coragem e destreza, se equilibram sobre eles, deixando que a correnteza os leve. A aventura termina sempre de forma abrupta, quando as águas os arrastam para o meio do rio, obrigando os jovens a pular e nadar de volta à margem.
A paisagem desse trecho do rio descendo pela margem esquerda é simplesmente deslumbrante. Uma encosta de arenitos argilosos se estende por toda a praia, elevando-se entre cinquenta e oitenta metros acima do nível da água. Em tempos passados, arirambas costumavam nidificar nessas escarpas, oferecendo um espetáculo raro de vida selvagem. Hoje, embora mais raras, essas aves ainda são vistas por quem tem olhos atentos para a natureza.
As praias ao longo do rio não são apenas cenário de brincadeiras. Elas também servem de ponto de encontro para quem busca um banho refrescante ou um momento de lazer à beira d'água. A pesca é outra atividade comum, especialmente durante a piracema, quando espécies como, piramutabas, piracatingas e outros peixes são capturados com frequência. No entanto, a pesca ali não é isenta de desafios; os anzóis e tarrafas muitas vezes ficam presos nos galhos ou pedras submersos, frustrando os pescadores.
Lembro-me como se fosse hoje uma vez que me aventurei nessa brincadeira. Era um dia quente e ensolarado, e eu e mais uns amigos decidimos descer o rio a partir da oficina do Sr. Yugi. Entre nós, havia um jovem que nunca tinha participado da brincadeira antes, e nós não imaginávamos que ele teria dificuldades. Descer o Amazonas sobre um tronco exige mais do que coragem; é preciso ser um bom nadador, ter um bom preparo físico e saber o momento exato de pular para evitar ser arrastado pela correnteza para o meio do rio. Como dizem os obidenses: “Não é pra muito novo, nem pra muito velho”.
A descida até a Cabeça do Padre foi tranquila, com todos gritando de excitação. Mas, logo depois de passar pela Cabeça do Padre, o momento de pular chegou. Todos gritaram, já, e saltaram para a segurança da margem, exceto o jovem inexperiente, que ficou ainda agarrado ao tronco. Ele foi avisado pra não largar o tronco, que logo adiante, o remanso do rio o jogaria para o meio do Amazonas, onde a correnteza é ainda mais forte e perigosa.
Desesperados, pedimos ajuda a um pescador que estava por perto. Ele rapidamente manobrou sua canoa até o tronco e resgatou o jovem, que estava pálido de medo, mas são e salvo. O alívio que sentimos foi imenso, e a partir daquele dia, nunca mais participei dessa brincadeira.
As fotos que recebi recentemente mostram que essa tradição de descer o rio sobre troncos ainda vive, atravessando gerações. Foi o reencontro com as lembranças mais profundas saber que, mesmo com todas as mudanças que o tempo traz, algumas brincadeiras permanecem as mesmas, desafiando o tempo. A brincadeira continua a ser um rito de passagem para os jovens da região, uma prova de coragem e uma maneira de se conectar com o rio, que sempre foi e sempre será a veia pulsante da nossa terra.
Essa lembrança não é apenas uma recordação; é um testemunho de como o Rio Amazonas molda não só a geografia, mas também a alma daqueles que crescem em suas margens. Essa tradição continua a ser repassada entre as gerações, com as águas do Amazonas carregando nossas histórias, assim como carregam os troncos de árvores que, para nós, sempre serão mais do que simples pedaços de madeira.
Fotos de André Alves.
Criado em 2024-08-11 11:59:03
A Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas) entregou, no último sábado (10), o Acordo de Pesca da Região do Arapixuna durante uma reunião na comunidade Jari do Socorro, localizada no distrito de Arapixuna, no município de Santarém, oeste do Pará. O acordo, que visa à conservação dos recursos pesqueiros e à preservação ambiental, pode beneficiar cerca de 2 mil pessoas em 28 comunidades ribeirinhas da região.
O Acordo de Pesca foi desenvolvido em conjunto pelas comunidades locais com o apoio da Semas, por meio do Programa Regulariza Pará. Ele abrange uma extensa área que inclui lagos e rios, como o Alto Jari, Aninduba e Vila de Arapixuna. As normas estabelecidas incluem a proibição do uso de malhadeiras em determinados períodos do ano, além da limitação do número de redes por canoa, garantindo a proteção dos recursos naturais e o equilíbrio entre as diversas atividades na região.
Durante o evento, a equipe da Gerência de Pesca, Fauna e Aquicultura (Gefap) da Semas esclareceu as regras estabelecidas pelo acordo para representantes de associações pesqueiras e lideranças ribeirinhas. Entre as proibições destacam-se o uso de malhadeiras durante o período de 1º de setembro a 28 de fevereiro e a captura de animais silvestres. Em contrapartida, é permitido o uso de determinados petrechos de pesca, como tarrafa, caniço e arpão, além de regulamentar a quantidade de pescado capturado para subsistência e comercialização.
A fiscalização do acordo será realizada por órgãos públicos, em parceria com agentes ambientais comunitários, que serão capacitados para essa função. A comunidade local também terá um papel ativo na fiscalização e na denúncia de irregularidades, garantindo o cumprimento das normas e a sustentabilidade da pesca na região.
Rodolpho Zahluth Bastos, secretário-adjunto de Gestão e Regularidade Ambiental da Semas, destacou que a autogestão participativa da pesca comunitária é essencial para a preservação ambiental e para assegurar um futuro sustentável para a pesca na região. O próximo passo será a sinalização do território de pesca do Arapixuna, com placas e localização definida pelas próprias comunidades.
FONTE: Agência Pará
Criado em 2024-08-11 10:29:11
Os amantes da boa literatura que residem em Manaus têm um motivo especial para celebrar. O obidense Jorge Ary Ferreira lança seu primeiro livro, intitulado "Histórias de um Tapuio Pauxi", na capital amazonense.
O evento, que promete ser marcante para a comunidade literária local, ocorrerá no dia 18 de agosto, a partir das 08h, em uma manhã de autógrafo durante a inauguração do “Recanto Obidense”, uma iniciativa dos conterrâneos radicados em Manaus, criando um espaço para encontros, prática de esportes, etc.
Jorge Ary Ferreira, um nome conhecido no cenário cultural de Óbidos, é membro da Academia Artística e Literária de Óbidos (AALO) e frequentemente contribui com publicações no site obidos.net.br e outros portais. Agora, suas histórias ganham uma nova dimensão com a publicação de "Histórias de um Tapuio Pauxi", uma coletânea de contos e crônicas que prometem cativar os leitores com suas narrativas envolventes e personagens marcantes e bem-humorados.
O livro é o resultado de mais de 20 anos de trabalho de Jorge Ary Ferreira, reunindo textos que refletem a rica cultura e o cotidiano de Óbidos e região. Publicado sob o selo da AALO, "Histórias de um Tapuio Pauxi" é uma homenagem à cidade natal do autor e à tradição literária local.
Serviço
Não perca a oportunidade de prestigiar este evento e adquirir um exemplar autografado de "Histórias de um Tapuio Pauxi".
www.obidos.net.br
Criado em 2024-08-10 22:18:47
O lançamento será dia 18 de agosto, às 17h, durante a Feira Pan-Americana do Livro e das Multivozes, Hangar, em Belém do Pará.
A renomada escritora obidense Bella Pinto lançará seu 12º livro, intitulado KALAUANÃ: A Verdade Revelada, no próximo dia 18 de agosto, às 17h, durante a Feira Pan-Americana do Livro e das Multivozes, em Belém do Pará. O evento ocorrerá no estande do Escritor Paraense, no Hangar, onde o público poderá prestigiar mais uma obra que promete enriquecer a literatura amazônica.
Este novo trabalho de Bella Pinto, patrocinado pela Lei de Incentivo à Cultura Paulo Gustavo, por meio do Governo Federal e Estadual, também recebe o selo da Academia Artística e Literária de Óbidos (AALO), destacando-se como um importante marco cultural.
KALAUANÃ: A Verdade Revelada é uma narrativa poética e acessível que convida o leitor a uma profunda reflexão sobre os valores e conhecimentos da cultura amazônica. A história acompanha a jornada do jovem Kalauanã, um herói que, desde a infância, se destacava por sua coragem e habilidade. Escolhido para ser o novo cacique de sua Nação Indígena após inúmeros feitos heroicos, Kalauanã personifica a força e a sabedoria que habitam a floresta amazônica.
O lançamento deste livro é uma oportunidade imperdível para os amantes da boa literatura, que poderão conhecer de perto mais uma obra de uma escritora consagrada em sua linha literária e que continua a contribuir significativamente para a cultura da Amazônia.
www.obidos.net.br
Criado em 2024-08-09 19:41:06
“Momento mais marcante de 2021. Tawy Zoé trazendo o pai Wahu Zoé para a primeira vacina contra a covid-19. Tawy carregou o pai, por 6 horas dentro de uma floresta com morros, igarapés e obstáculos até a nossa base. Feito a vacina, colocou o pai nas costas novamente e andou por mais 6 horas até sua aldeia”, Descrição da foto por Erik Jennings.
No dia 09 de agosto, celebra-se o Dia Internacional dos Povos Indígenas, uma data estabelecida pela ONU para destacar e valorizar as culturas e os direitos dos povos indígenas em todo o mundo. No Brasil, essa comemoração é especialmente significativa, dado o vasto patrimônio cultural dos mais de 200 povos indígenas que habitam o país, muitos deles na Amazônia, incluindo os povos Tiryó e Zo'é, que vivem no município de Óbidos e Alenquer, Oriximiná e Almeirim, no Pará.
Em 1500, a população indígena no Brasil era estimada em cerca de 3 milhões de pessoas, distribuídas em mil povos diferentes. Atualmente, restam aproximadamente 850 mil indígenas, divididos em mais de 200 etnias, que continuam a lutar pela preservação de suas culturas e territórios. As tribos Tiryó e Zo'é, por exemplo, têm desempenhado um papel vital na manutenção das tradições e dos saberes ancestrais na região do extremo norte do Brasil
O Povo Tiriyó habita o extremo norte do Brasil, especificamente em uma área localizada ao norte do Pará e noroeste do Amapá, nos municípios de Oriximiná, Almeirim, Óbidos e Alenquer. Eles habitam a região próxima à fronteira com o Suriname e a Guiana Francesa. Os Tiryós são conhecidos por sua rica cultura e tradição, preservando conhecimentos ancestrais sobre a floresta amazônica, a fauna e a flora locais. A comunidade vive de forma tradicional, praticando a caça, a pesca, a agricultura de subsistência e o artesanato, mantendo uma conexão profunda com a natureza ao seu redor.
Os povos indígenas Zo'é são uma comunidade nativa que vive no estado do Pará, na região Norte do Brasil. Eles estão localizados nos municípios de Óbidos e Alenquer, em uma área remota e de difícil acesso, nas profundezas da Floresta Amazônica. Os Zo'é mantêm uma cultura tradicional e vivem em relativa autonomia, com pouca interferência externa, preservando seus costumes, idioma e modo de vida. O contato com o mundo exterior é restrito e controlado, visando proteger a saúde e a integridade cultural da comunidade.
Essas comunidades enfrentam uma série de desafios, como a exploração ilegal de terras, o desmatamento desenfreado e a falta de políticas públicas eficazes. A luta dos povos indígenas no Brasil, que ganhou força nas últimas décadas, resultou na aprovação da Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas, em 2007. Este documento assegura o direito à autodeterminação, à preservação cultural e à proteção contra a assimilação forçada.
Neste Dia Internacional dos Povos Indígenas, é fundamental refletir sobre a importância de proteger essas culturas ancestrais. Apoiar a luta dos povos indígenas, como os Tiryós e Zo'é, é garantir a continuidade de uma herança cultural inestimável que contribui para a riqueza e diversidade da Amazônia, Brasil.
Criado em 2024-08-09 13:25:52
O Governo do Estado do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), investiu mais de R$ 2 milhões em um novo tomógrafo para o Hospital Regional do Baixo Amazonas (HRBA) em Santarém, no oeste do Pará, que entrou em funcionamento no final do mês de julho.
O equipamento de tecnologia alemã com 128 canais, produz imagens de altíssima resolução espacial aliadas a tecnologias de baixíssimas doses de radiação, capazes de reduzir até 60% da dose comparado a outros. Essa característica é fundamental para garantir a segurança dos pacientes.
Equipado com inteligência artificial, o tomógrafo aumenta a padronização e a segurança dos exames. O tubo de raios X de alta potência permite a realização de diversas modalidades de exames. Isso significa que é possível capturar imagens de estruturas em movimento em um mesmo momento estático, reduzindo o tempo de exposição para aquisição das imagens.
Essa nova tecnologia traz inúmeros benefícios para a população de Santarém, especialmente para pacientes em acompanhamento oncológico. “A precisão e a rapidez no diagnóstico proporcionadas por esse equipamento avançado melhoram significativamente a linha de cuidado do paciente, influenciando diretamente na eficácia dos tratamentos”, destaca Cássia Souza, coordenadora do Setor de Radiologia do Hospital.
A incorporação deste aparelho de última geração eleva o padrão de diagnóstico por imagem e garante a expansão dos serviços de alta complexidade oferecidos à comunidade, através do Sistema Único de Saúde (SUS) para uma unidade que realiza em mais de 800 exames por mês.
“Com esta aquisição, reafirmamos nosso compromisso com a excelência no atendimento e o cuidado com a saúde da nossa comunidade, trazendo avanços tecnológicos que impactam positivamente a vida de nossos pacientes”, conclui Matheus Coutinho, Diretor Geral do HRBA.
Serviço
O Hospital Regional do Baixo Amazonas é referência, atendendo à demanda originária da Central de Regulação do Estado. A unidade, pertence ao Governo do Estado do Pará, sendo administrada pelo Instituto Social Mais Saúde desde dezembro de 2022, em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa).
FONTE: Comunicação/HRBA
Criado em 2024-08-08 22:37:02