Recesso é o momento ideal para realizar a "faxina digital" nas redes sociais

Recesso é o momento ideal para realizar a "faxina digital" nas redes sociais

É necessário alinhar os valores pessoais à postura digital para fortalecer a credibilidade no mercado, recomenda especialista 

Auditar a presença digital durante o recesso e as férias é uma estratégia essencial para fortalecer a autoridade profissional em 2026. Esse período de desaceleração oferece o tempo necessário para reflexões estratégicas que a rotina produtiva costuma impossibilitar. A análise criteriosa do que é exposto online funciona como uma gestão de reputação indispensável.

A jornalista e mestre em Tecnologia, Comunicação e Educação, Ailanda Tavares, docente de Publicidade e Propaganda da UNAMA Santarém, alerta que não há mais separação entre currículo e comportamento no meio digital. Para a especialista, a "faxina digital" deve ser encarada como uma ferramenta de posicionamento de mercado.

Reputação e currículo são indissociáveis

Atualmente, gestores e empresários analisam as redes sociais como uma extensão direta do comportamento do profissional. Segundo Ailanda, essa prática não é vigilância, mas uma gestão de risco das empresas. “O mercado busca coerência entre o que a pessoa fala e os valores que ela demonstra na prática. A postura digital compromete ou fortalece a ética e a credibilidade”, explica.

"Regra de ouro"

A faxina digital não consiste em apagar o passado, mas em realizar uma curadoria intencional. A regra de ouro é questionar se o conteúdo atual fortalece ou enfraquece a imagem que se deseja construir. “Arquivar não é censura, é posicionamento. Postagens impulsivas ou polêmicas descontextualizadas devem ser removidas se não representarem mais os valores atuais do profissional”, destaca a jornalista.

O equilíbrio do perfil híbrido

Não é obrigatório separar a vida pessoal da profissional no Instagram, mas é fundamental ter clareza de identidade. O público busca humanidade, não perfeição. "Mostrar os bastidores reforça valores como criatividade e empatia, desde que não se transforme em um 'diário emocional' sem filtro. O perfil pode ser híbrido, mas deve ser sempre intencional”, lembra Ailanda.

LinkedIn: foco em resultados

Para 2026, a vitrine do LinkedIn exige um olhar mais qualitativo. Recrutadores buscam evidências de aprendizagem, pensamento crítico e maturidade. A especialista recomenda que o resumo e as experiências foquem em resultados alcançados e não apenas em funções descritas. “Perfis genéricos tendem a ser invisíveis. A foto e o texto precisam estar alinhados à área de atuação e ao propósito do profissional”, ressalta.

Autenticidade na era da IA

Com o avanço da Inteligência Artificial (IA), a autenticidade tornou-se o maior diferencial competitivo. Ailanda orienta que a tecnologia seja usada apenas como apoio, mantendo a substância humana e a verdade na narrativa. “Perfis excessivamente padronizados geram desconfiança. É preciso assumir o próprio repertório, compartilhar aprendizados reais e evitar discursos prontos que soam robotizados”, adverte.

Passos simples para o checklist de 2026

Para iniciar o ano com uma imagem profissional fortalecida, a especialista sugere medidas que dependem apenas de estratégia, sem custos financeiros:

  1. Auditoria de fotos e bio: atualização conforme os objetivos atuais de carreira;
  2. Arquivamento estratégico: remoção de conteúdos que não condizem com a fase atual;
  3. Posicionamento claro: definição de como você quer que seu nome seja associado pelo mercado;
  4. Produção de conteúdo: compartilhamento de leituras e reflexões honestas para gerar autoridade.

“Quem cuida da própria imagem em um mercado competitivo está, na prática, garantindo um posicionamento melhor e mais seguro para o futuro”, conclui Ailanda Tavares.

Por: Henrique Britto

 

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