Base Candiru apreende 117 quilos de 'supermaconha' em embarcação no rio Amazonas

Base Candiru apreende 117 quilos de 'supermaconha' em embarcação no rio Amazonas

A droga estava dividida em 107 tabletes escondidos em caixotes lacrados e foi encontrada após trabalho de inteligência do Grupamento Fluvial, com o apoio de cães farejadores.

Equipes das forças de segurança pública do Pará que atuam na Base Integrada Fluvial Candiru, vinculada à Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), apreenderam mais de 117,2 quilos de substância análoga à maconha em uma única ação na tarde desta quarta-feira (17). O entorpecente estava escondido em três caixotes transportados no interior de um veículo embarcado em uma balsa. 

Segundo os agentes, a embarcação saiu de Manaus (AM) e tinha como destino o município de Monte Alegre, Oeste do Pará. Em uma tentativa de dificultar a ação dos agentes do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), que atuam na base, os criminosos dividiram a carga ilícita em 107 tabletes e a acondicionaram em três caixotes lacrados com pregos. Para abrir, foi necessário o uso de uma marreta. 

As investigações seguem para identificar o responsável pelo envio do veículo utilizado para transportar a droga como encomenda. O encarregado pelo setor de cargas da embarcação foi conduzido à Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos e, após ser ouvido, foi liberado. O material apreendido também foi apresentado à autoridade policial competente e será encaminhado para perícia. 

Integração

Apesar da estratégia utilizada pelos criminosos, a carga foi localizada graças ao trabalho integrado das equipes de segurança e ao apoio dos cães farejadores Tupã e Átila. “Nossa equipe está treinada para identificar qualquer sinal anormal que indique que algo está errado. Como resultado, temos a apreensão expressivas, como a realizada hoje pelos policiais”, afirmou o titular da Segup, Ed-Lin Anselmo.

Instalada no estreito de Óbidos, região do Baixo Amazonas, a Base Candiru integra o sistema de segurança fluvial criado pelo governo do Pará. “As operações ocorrem em uma das áreas consideradas estratégicas para o narcotráfico na Amazônia, além de outros crimes. Por isso, nesse ponto, a Segup atua com inteligência para retirar de circulação essas substâncias e os traficantes”, acrescentou o secretário.

Bases integradas

Além da unidade do Baixo Amazonas, outras duas bases reforçam o combate ao tráfico de drogas nos rios do Pará: as Bases Antônio Lemos, em Breves, entregue em 2022, e a Baixo Tocantins, em Abaetetuba, em março de 2026. Instaladas em pontos estratégicos da malha fluvial do Estado, as três unidades já foram responsáveis pela apreensão de mais de 7,5 toneladas de drogas até maio de 2026.

As três juntas realizam uma cobertura de mais de 260 mil km² de área.

Para o diretor do GFlu, coronel da PM Marcelo Albuquerque, “às organizações criminosas tentam inovar, mas as equipes estão preparadas para qualquer situação”. Ele reforçou que “o trabalho integrado das forças de segurança, aliado ao apoio dos cães farejadores e ao monitoramento permanente das embarcações, tem sido fundamental para ampliar as apreensões e prender criminosos”.

Tecnologia

Em média, cada base atua com 25 agentes das Polícias Civil, Militar e Federal, do Corpo de Bombeiros, do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu), além de servidores da Secretaria da Fazenda e da Receita Federal (Sefa/Sefaz). Ao todo, as ações operacionais contam com sete lanchas, das quais quatro são blindadas, equipadas com alta tecnologia e capazes de atingir mais de 60 km por hora. 

As embarcações estão equipadas com radar e câmera termal, permitindo a atuação dos agentes em qualquer horário e possibilitando maior visualização de criminosos nos rios. Já as bases possuem tecnologia com rádios marítimos e digitais, câmeras, radar, além de plataformas de comunicação direta com as comunidades para o recebimento de denúncias, garantindo atuação rápida e flagrante dos crimes. 

FONTE: Agência Pará

 

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