ÓBIDOS 322 ANOS: Poesia  “ÓBIDOS DA HISTÓRIA” de Hélcio Amaral

ÓBIDOS 322 ANOS: Poesia  “ÓBIDOS DA HISTÓRIA” de Hélcio Amaral

Estamos publicando a poesia “ÓBIDOS DA HISTÓRIA”, de Hélcio Amaral, em homenagem aos 322 anos de Óbidos, que acontece neste 2 de outubro de 2019. 

ÓBIDOS DA HISTÓRIA

Do terreiro dos Pauxi
O guerreiro Pedro Teixeira
Contemplou o grande rio
De beleza singular
Pra dizer ao soberano
Como era o lugar.
Do grande rei da esfera
Recebeu informação
De fazer fortaleza
Pra Ihe dar proteção.
Regularam a navegação
Contendo os Andinos
Que sem norma navegavam
Sem respeito a nação.
Acuña escreveu
E Furtado confirmou.
"A angustura é importante
Agora e muito antes,
Pra riqueza do Brasil."
Reuniram todos os nativos
Mas não deu uns trezentos
Exigidos no acordo
Para vila elevar.
Emprestou lá do Trombetas
As famílias que faltavam
Ergueu o pelourinho
Escolheu o presidente
E seguiu seu caminho.
As drogas passavam sempre
Do sertão pro ultramar
Não passou muito mais droga
Por ser difícil navegar.
A manteiga, a mixira,
Urucu, baunilha, anil,
Cacau, puxuri, canela
Era a droga a demandar.
Consulados e alfândegas
Instalados a funcionar
Pra mandar sem embaraço
A droga à Portugal.
O Brasil independente
Já em Óbidos muita gente.
Não aceita com harmonia
O início da monarquia.
Os cabanos revoltados
Tiveram na sentinela
A porta da cancela
Que a todo reprimiu.
O cacau criou a riqueza
Que veio da natureza
Cultivado com ardor
Assumiu o ciclo de valor.
A borracha tão importante
Na história da Fivela
Quando a máquina veio
No lugar da vela.
A juta da Índia distante
Veio logo nos salvar
Foi o novo ciclo bom
Das plagas do Rio-Mar.
O ouro não ajudou
Nem por terra
Nem por mar
Registro na história
Aqui não há.
De todas suas riquezas
Nenhuma a se igualar
Do nome de seus filhos
A dar fama  lugar.

FONTE: Livro de Hélcio Amaral – DO CUTAMBÉM AO XIRIRI: Histórias curiosas e versos mal criados (2019)

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