Ademar Ayres do Amaral, o adeus de um gigante

Ademar Ayres do Amaral, o adeus de um gigante

*Ronaldo Brasiliense

A literatura amazônica, paraense, obidense, está de luto com a partida prematura, hoje, 21 de setembro, do amigo e confrade Ademar Ayres do Amaral, engenheiro de formação, caboclo nascido na rua Bacuri (Deputado Raimundo Chaves), criado no Paraná da Dona Rosa, que nos deixou como legado livros que nos fizeram viajar por largas extensões da floresta, da várzea amazônica, por rios caudalosos e igarapés, e até por festas inesquecíveis da sociedade obidense de tempos de outrora, levadas pelo tempo.

Ademar Amaral, sem dúvida, sai da vida para a história como um dos maiores escritores de sua geração.

Entre os livros, destacam-se A Encomenda e o Deputado (1984), Catalinas e Casarões (2009) – romance ambientado no Baixo- Amazonas durante o período da pecuária, com prefácio do jornalista Lúcio Flávio Pinto; Sementes do Sol, de 2012, onde explora o ciclo da juta e a imigração japonesa na região, e Temporal de Cima, obra ambientada no ciclo do cacau, tema também explorado por outro ilustre escritor obidense, o grande Inglez de Souza, fundador da Acadêmia Brasileira de Letras (ABL).

Tive pouca convivência pessoal com o Ademar Amaral, até pela diferença de idade e caminhos profissionais diversos, mas sempre fiz questão de mostrar-lhe minha amizade, admiração e reconhecimento ao seu talento como escriba e confrade, fundador da Academia Artística e Literária de Óbidos (AALO).

Ademar Amaral vai para sua última viagem rumo a estrelas de primeira grandeza, que sempre foram seu habitat.

O Pará perde um grande escritor, eu perco um amigo.

Que descanse em paz.


* Jornalista, membro da Academia Artística e Literária de Óbidos

Adicionar comentário


Código de segurança
Atualizar