O jornalista paraense Ronaldo Brasiliense completou, no dia 26 de agosto de 2026, 50 anos de profissão. Para marcar a trajetória de cinco décadas dedicadas ao jornalismo, ele lançará o livro “Relatos da vida real”, no dia 12 de setembro, a partir das 18h, no Espaço Canto, localizado no primeiro andar do histórico edifício Manuel Pinto da Silva, em Belém.
A carreira de Brasiliense começou em 1976, quando teve sua primeira Carteira de Trabalho assinada pelo jornal O Liberal. Iniciou como repórter esportivo e, posteriormente, consolidou-se como jornalista investigativo, atuando em Belém, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, atravessando diferentes períodos da história política brasileira.
Definido pelo autor como uma “quase memória”, Relatos da vida real reúne episódios marcantes de sua trajetória profissional, incluindo reportagens premiadas e histórias relacionadas aos conflitos sociais e ambientais da Amazônia.
A obra também aborda os desafios enfrentados pelos jornalistas na cobertura de temas como conflitos agrários, invasões de terras indígenas, desmatamento, garimpo ilegal, grilagem de terras públicas e expansão da pecuária e do agronegócio.
Produzido de forma independente, o livro é apresentado por Brasiliense como um alerta e um chamado à união pela preservação da Amazônia.
Veja o relato de Ronaldo Brasiliense...
“No dia 26 de agosto, completei 50 anos como jornalista. Neste dia, em 1976, tive minha Carteira de Trabalho assinada pela primeira vez no jornal O Liberal, o maior da Amazônia.
Foram 50 anos incríveis, com aventuras de alto risco, iniciando na profissão como repórter de esportes e percorrendo uma carreira de jornalista investigativo em Belém, Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro que começou no meio de uma ditadura militar comandada pelo general Ernesto Geisel, até chegar hoje na democracia dirigida pelo líder operário de esquerda Luiz Inacio Lula da Silva.
Para festejar meus 50 anos de profissão estarei lançando meu primeiro livro, "Relatos da vida real", no dia 12 de setembro, no Espaço Canto, do amigo empresário obidense Eládio Canto, no 1º andar do histórico edifício Manuel Pinto da Silva, a partir das 18 horas.
O livro é uma "quase memória", uma viagem histórica por episódios que marcaram minha carreira ao longo de cinco décadas, começando pela barbárie - o assassinato do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Tomé, Açu, Benedito Alves da Silva, o Benezinho, e a chacina de seus três assassinos, retirados na marra de uma Delegacia de Polícia por uma população revoltada e mortos a pauladas numa tradução literal do milenar Código de Hamurabi: Olho por olho, dente por dente.
Mais do que exibir reportagens premiadas nacionalmente, o livro também mostra as muitas dificuldades enfrentadas pelos jornalistas neste continente chamado Amazônia para produzir informação confiável numa região conhecida mundialmente pelos assassinatos no campo em conflitos pela posse da terra, pelas invasões das terras indígenas e suas consequências, como o extermínio de várias etnias; os desmatamentos sem freios na maior floresta tropical do mundo, o avanço inexorável da pecuária, com a derrubada da mata virgem para o plantio de capim, o ataque de milhares de garimpeiros em unidades de conservação, destruindo igarapés, córregos, nascentes, lagos e rios; a condenável grilagem de terras públicas, a consolidação da indústria mineral e o avanço do agronegócio, principalmente com o plantio de soja e milho, devorando a floresta pelas bordas.
"Relatos da vida real" é uma produção independente e, sobretudo, um sinal de alerta em tempos de El Nino, um chamamento para a união de todos para salvar a Amazônia, o maior acervo de biodiversidade do planeta.
Antes que seja tarde.”
Ronaldo Brasiliense