SERVIÇO DE ALTO-FALANTES "VERDES MARES"

SERVIÇO DE ALTO-FALANTES "VERDES MARES"

Otávio Figueira. 

Decorria os anos 70, Óbidos contemplava o seu melhor momento econômico e cultural. Navios de bandeiras nacional e estrangeira no porto com carregamento dos nossos produtos regionais; Ginásio São José recebendo alunos das cidades vizinhas; comércio movimentado, Banco do Brasil financiando a pecuária de Óbidos e região; aeroporto com aviões regulares; cidade sempre festeira principalmente com o advento da "Jovem Guarda"; expansão da cidade com a criação do bairro "Cidade Nova" e o êxodo rural devido a grande cheia do nosso Amazonas; Óbidos passando a ser "Área de Segurança Nacional", enfim, nada, até então, do "já teve".

Entretanto, com toda essa demanda, Óbidos carecia de uma rádio para melhor informar seu povo. Dependia ,pois, da "PRC5 Rádio Clube do Pará, Rádio Educadora (depois Rural) de Santarém e a Rádio Rio-Mar de Manaus.

Era evidente que, além da grande audiência da programação musical como "Festas e Melodias" da Rio-Mar, por exemplo, para nós, interioranos, o programa de "Avisos" era bastante concorrido, haja vista o interesse nas mensagens pela sua celeridade e eficácia. Comentava-se à época que os "avisos" concorriam, de igual para igual, com o "telegrama" dos Correios.

Eis, pois, que surge o "Verdes-Mares", na rua Alexandre Rodrigues de Souza, "a dois passos da Praça Barão do Rio Branco, a mais famosa e conhecida Praça de Sant'Ana", falava com eloquência o mais famoso locutor do ramo, na minha opinião, o saudoso Ademir Mendes da Costa "Curica", para cobrir esse vácuo de entretenimento.

A programação, porém, era bem diversificada. Pela manhã das 10h às 12h. À tarde das 16h às 18h. Desde convite para festas dançantes, aniversários, fúnebres, dor-de-cotovelo pelo término do namoro, barco no prego, enchente, vazante, enfim, para todas as demandas. Na parte da tarde, os casais de namorados procuravam os bancos da praça para namorar ao deleite das músicas do disco de vinil, o famoso "LP".

Caso a memória do meu "HD" não falhe, o proprietário de então era o saudoso Vicente Fernandes de Moura, conhecido como "Cabo Moura", esposo de D. Djenane; pai do Carlinhos (Manicera), Fátima (Fafá), saudoso Fernando (Arigó), Silvana e Vicente.

Depois de certo tempo a sala de locução, porém, mudou-se para o Forte.

Com efeito, surgiram outros serviços de alto-falantes na cidade, por exemplo, o do saudoso Orivaldo Nunes (proprietário da Garagem), em que meu irmão Eduardo Figueira foi locutor por um longo tempo; do saudoso Dete (no início da estrada), entre outros.

Aproveito a oportunidade para parabenizar todos os locutores de então, que contribuíram sobremaneira na informação social para nosso povo: Ademir Mendes(in memorian), Gracildo Moreira(in memorian), Paulo Cardoso, Eduardo Figueira, Adenil Paixão Vieira(in memorian).

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