O BAR DO SR. ODENOR

O BAR DO SR. ODENOR

Otávio Figueira.

O Carnapauxis chegando ao seu vértice, nada mais justo recordar de um cidadão que também "plantou" a semente da alegria. Trata-se do saudoso Odenor Nunes de Souza, que, com tantos outros, Mário Prata, por exemplo, brindou os obidenses com o carnaval de rua nas tardes de domingo.

Sua alegria e descontração, porém, eram tamanha que bancava às despesas com recursos próprios.

Quem observava, a priori, aquele homenzarrão pintado de sujo (tisna ou carvão) no rosto, às vezes batendo lata, com vozeirão inconfundível e uma barriga avantajada, não sabia que alí se encontrava uma pessoa do bem que só queria se divertir e alegrar a todos.

Seu Odenor, como era conhecido, não ficava só no carnaval. Na rua Pauxis, próximo ao porto da cidade, tinha um bar que transformava em local de dança. Festas animadíssimas ao som, a maioria das vezes, por meio de um aparelho à época chamado de eletrola.

Recordo-me, ainda, que foi o primeiro bar a lançar o famoso picolé de forma roliça. Os seus vendedores de rua (picolezeiros), bradavam em bom som:" Olha o picolé, picolé do seu Odenor. Chato para os homens e roliços para as mulheres". Sem contar, pois, o excelente sabor de frutas naturais.

A contribuição social do comerciante Odenor com o povo obidense não ficou só aí. Quem, então, não realizou viagens emocionantes e com bastante balanço para Santarém, em época de chuvas, a bordo do seu barco Rio Hidequel?

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