ÓBIDOS 322 ANOS: “CREPÚSCULO PAUXIS”, poesia de Cláudio Jorge Castro

ÓBIDOS 322 ANOS: “CREPÚSCULO PAUXIS”, poesia de Cláudio Jorge Castro

Estamos publicando a poesia “CREPÚSCULO PAUXIS”, de Cláudio Jorge Castro, em homenagem aos 322 anos de Óbidos, que acontece neste 2 de outubro de 2019. 

CREPÚSCULO PAUXIS

É chegado o crepúsculo e lentamente
A lua no céu, tímida aparece
A cigarra no campo entoa seu canto
A tarde agoniza e logo escurece 

As aves em bando a sumir no horizonte
É paz, é sossego ao final do dia
O sino conclama os fiéis à capela
É chegado o momento da ave-maria

É chegado o crepúsculo. A tarde ensolarada
Cede lugar a uma fina garoa
No meio do rio, lutando com as vagas
O pescador chega, com sua canoa

 Na floresta tudo é silencio
As águas tranquilas no seio marinho
A paz é tão grande nesse momento
Em que as aves regressam ao ninho 

É chegado o crepúsculo. Do alto da serra
A guariba entoa seu canto de dor
a juruti, soluçando se distancia
Sob a auréola do sol a se pôr

 É chegado do crepúsculo. Ouve-se ao longe
O último canto do bem-te-vi
Na praça, numa árvore desfolhada
As andorinhas se acariciam para dormir.

 

 

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