Alunos da Escola Maurício Hamoy produzem vídeo de "O Coronel Sangrado"

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Alunos da Escola Maurício Hamoy produzem vídeo de "O Coronel Sangrado"

A obra "O Coronel Sangrado" de Inglês de Souza virou vídeo de curta metragem produzido por Alunos da Escola Prof. Maurício Hamoy, turma 205, manhã, totalmente gravado e editado pelos alunos, os quais estão concorrendo no concurso de obras literárias das escolas do ensino médio entre Óbidos, Oriximiná e Juruti.

O Coronel Sangrado (1877)

Autor: Inglês de Sousa

Local da ação: Óbidos, terra natal do escritor. Narrativa centrada nos costumes políticos da cidade, ao tempo do Segundo Império. Forte marca documentária.

Fragmento do livro:
O livro “Coronel Sangrado” traz uma história que é protagonizada pela própria região em que a trama se passa, a Amazônia, dando bastante espaço para a caracterização do ambiente.

Dentro disso desenvolve-se a história de: Coronel Sangrado, apelido dado ao Coronel Severino de Paiva, homem possuidor de um comportamento atípico; Miguel Faria, uma rapaz que já havia morado na cidade (Óbidos) e foi embora por desavenças com outro, o tenente-coronel Ribeiro, volta para a terra depois de cinco anos para rever sua mãe, D. Ana, e procurar seu verdadeiro amor, Rita, afilhada do tenente-coronel Ribeiro, seu arqui-inimigo.

As disputas políticas entre o partido conservador e o partido liberal, também são acontecimentos que marcam o livro.

Pretendia o Tenente-Coronel Severino eleger Miguel vereador, por quem se afeiçoara e decidira fazer dele seu protegido. No entanto, os planos do Coronel Sangrado não dão certo, entre outros motivos pelas intrigas paroquiais que se desenvolvem. Morre o Coronel Sangrado e Miguel, que nunca esquecera Rita, acaba tendo a realização de sua paixão, quando Moreira também morre num acidente, casando com ela.

O Coronel Sangrado é uma obra diferente da que o estudante atual está habituado a ler, por trazer ao leitor a experiência de como seria a vida do século XIX nas regiões amazônicas. Surpreendentemente as semelhanças em relação a caracterização do meio externo e das pessoas comuns presentes no enredo, com obras do mesmo período como Senhora, de José de Alencar, são muitas, tendo apenas como diferenciação a linguagem própria da região e objetos como meios de condução, vestimentas, etc.

O autor tem grande poder sensitivo, produzindo, a cada capítulo, sentimentos completamente diferentes em quem lê. Como em uns onde há presença de temas políticos, pode-se observar a utilização de expressões que deixam bem claro a atmosfera que se encontra a cena, já os de casos amorosos, fazem o leitor ficar sem fôlego a cada parágrafo, pelo uso, também, de expressões específicas.

Um livro que sem dúvida deve ser tratado com toda a pompa que é usada para citar seus sucessores, O Mulato, entre outros, por sua grande importância cultural e excelente história contada. (Darlan/skoob)

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