ACREDITAR SEMPRE III

ACREDITAR SEMPRE III

Otávio Figueira. 

Caminhando pelas ruas de minha cidade,  em contato com conterrâneos, ouço e observo a esperança de dias melhores aflorar em cada rosto desse povo alegre, de ótimo humor e gozador por natureza porque, é claro, estamos em ano de eleições municipais.

À certa altura do bate-papo, vem logo a pergunta básica: " Como vai à nossa cidade"? De pronto, sem meias palavras, respondo com sinceridade de uma pessoa isenta de amarras políticas mas que é contra o quanto pior melhor.

Como todo obidense sabe, temos potenciais de desenvolvimento ainda adormecidos, principalmente por obra benevolente da Mãe Natureza, que poderia impulsionar às melhorias tão sonhadas e cobiçadas para nossa cidade.

À certa altura da prosa, vem outra pergunta "casca de banana": Você é candidato a prefeito? A resposta incontinenti e sem pestanejar. Não.

Às vezes, porém, você tem mais a contribuir positivamente como um observador, com opiniões, ideias e experiência profissional, sem cargo político, pois, a meu entender, à sua liberdade de argumentação jamais seria tolida em detrimento de agradar "a" ou "b", ou então só opinar aquilo que o gestor deseja ouvir. Isso jamais.

No entanto, pelo desenrolar de eleições passadas, com mais evidência depois da redemocratização do País, a humildade que permeia à vida de um então candidato deixa de existir tão logo assuma o cargo em caso de vitória.

Com efeito, os amigos passam a ser inimigos, à prepotência e à arrogância sobem a cabeça esquecendo assim até mesmo à sua origem.

Mas, retornando ao caso em que fui abordado com a pergunta se "seria candidato a prefeito", reforcei a ele a importância das eleições desse ano para a Prefeitura e Câmara Municipal, em que uma escolha criteriosa, fundamentada na verdade e na realidade do nosso município, sem promessas mirabolantes que jamais serão cumpridas, no curriculum de cada proponente, ai, sim, quem sabe daremos o ponta pé inicial para a Óbidos dos nossos sonhos.

Portanto, acreditar sempre na ótima escolha de nossos representantes, para que pensem mais na prosperidade da coletividade e não no seu próprio umbigo, é o caminho.

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