PAINEL 15: Casa do Senhor Belicha

PAINEL 15: Casa do Senhor Belicha

Construção do século XIX, do italiano Jose Miléo, tendo como mestre de obras seu patrício Benedito Street e mais tarde vendia a Samuel Cohen, migrante judeu que chegou a Óbidos em 1912, e que trabalhando como mascate, comprava os produtos das casas comerciais localizadas na rua Siqueira Campos e os vendia pelas ruas da cidade e pelas margens dos rios. Com o dinheiro adquirido com essa atividade, destacou-se como forte comerciante na praça de Óbidos, onde vendia fazendas, sapatos, miudezas, estivas, comestíveis, além de exportar castanha-do-pará, cumaru, peles e outros extrativos.

O Sr. Belicha, filho de Marcos Belicha, chegou a Óbidos no inicio do século XX, e depois se deslocou para o município de Juruti, onde passou a trabalhar com beneficiamento de fibra de juta, produto básico da economia da região, desde a década de 40.

Assim o sobrado de Jaime Belicha, como outras da Rua Siqueira Campos, denota aspectos diferenciados das casas das ruas próximas à Praça de Sant’Ana, no que se refere a arquitetura. Na principal rua do comercio, a abastada classe dos comerciantes, era identificada e distinguia-se pelo tipo nobre dos sobrados urbanos, como esse, que muitos moradores antigos da cidade, lembram pelo ambiente festivos da época, em que nele morava o Sr. Samuel Cohen, que promovia os famosos bailes e tertúlias muito usados na década de 30, onde os jovens cantavam, recitavam, tocavam violino, piano, etc. Naqueles bailes, além de demonstrarem as suas habilidades musicais, ainda exibiam seus belos trajes à moda da época, como os sapatos “robalinho”, salto Luiz XV e os vestidos de melhor tecido importado.

Hoje, os protagonistas dessa história, vivem muitos a memória desses tempos áureos da economia, da política, da cultura, que revelam com muito saudosismo, percebendo, que fazem parte da historia viva e dinâmica de Óbidos, e que são retratos do povo, de sua vida e de sua evolução.

Com informações do Museu Integrado de Óbidos

www.obidos.net.br - Fotos de João Canto e Vander Andrade

 

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