Visita a Mineração Rio do Norte em fotografias

Visita a Mineração Rio do Norte em fotografias

Localizada no centro da Amazônia Brasileira, mais especificamente no município de Oriximiná, distrito de Porto Trombetas, no oeste do estado do Pará, a Mineração Rio do Norte (MRN), a maior produtora de bauxita do Brasil, desenvolve suas operações de mineração há 42 anos na região, abrange os municípios de Oriximiná, Terra Santa e Faro. Produz e beneficia mais de 12 milhões de toneladas de bauxita que exporta todo ano a três continentes do planeta.

Recentemente, nos dias 04 e 05 de novembro, jornalistas e profissionais de comunicação da região, a convite da MRN, visitaram a mineradora, onde conheceram todo processo de produção da bauxita, como também iniciativas socioambientais na região em que atua.

Acompanhamos a visita, desde a chegada na MRN e fizemos os registros fotográficos, os quais postamos a seguir, contextualizando os ambientes visitados.

A caminho da Mina

Saindo de Porto Trombetas, via terrestre, a primeira parada da visita foi a Mina de Bauxita Monte Branco, trajeto que levou cerca de 01h para chegar ao local, onde fomos recepcionados por Eduardo Godoy, gerente de operações da Mina.

Fotos_do_traslado até a Mina

Eduardo Godoy, gerente de operações da Mina, explicou o processo de exploração da mina visitada, o qual informou: “Aqui é um processo de lavra de bauxita e os tratores estão “descapeando o estéril”, para abrir mais uma tira de bauxita. Após ser retirada, a bauxita é destina pra vários locais, posteriormente ela vai ser refinada e vai pra uma redução, onde é feito o alumínio propriamente dito”.

Eduardo também informou que depois de ser lavrado as “fatias”, ou seja, retirado a bauxita, no local é espalhado matéria orgânica, em seguida são plantadas mudas de árvores que são 100% nativas, pra o reflorestamento do ambiente.

As fotos seguintes mostram a exploração da bauxita, na mina de Bauxita Monte Branco.

Fotos_na_Mina Monte Branco

Sala de Monitoramento do Sistema de Rejeitos

Outro ponto visitado foi a Sala de Monitoramento do Sistema de Rejeitos, onde Alexandre Schuller, gerente do Departamento de Geotecnia; e Paulo Junqueira, gerente do Departamento de Operações de Barragens, explicaram o processo de Monitoramento do Sistema de Rejeitos, funcionamento, gestão e segurança, informando que o Sistema possui mais de 1.100 sensores instalados para a inspeção 24 horas por dia das suas estruturas.

Em seguida, a visita aconteceu no o reservatório SP-4N, local onde é feita a destinação final de rejeitos já solidificados, sendo que esse local já parou de receber rejeito há 4 anos, e que agora abriga o projeto piloto de plantio de vegetais, com espécies de nativa da região, no sentido de verificar quais espécies se adaptam melhor ao terreno, para reflorestamento.

Fotos_na_área_de Rejeitos_

“Nós trabalhamos aqui com adubação verde. Depois de ter sido feito a correção do solo, em primeiro momento plantamos herbáceas, essa vegetação cresceu, estabeleceu uma biomassa que foi incorporada ao solo em dois ciclos de plantio e no segundo ano foi plantado espécies nativas. Objetivo desse protocolo é encontrar o melhor tratamento, ou seja, qual vegetação melhor se adapta a esse solo e depois replicar essa experiência para os demais reservatórios”, explicou Jocenildo Marinho analista ambiental.

Viveiro Florestal

Os profissionais de imprensa conheceram também o Viveiro Florestal, que tem capacidade produtiva anual de cerca de um milhão de mudas, que são utilizadas no processo de reflorestamento das áreas mineradas

Nestes 40 anos, conforme informações da MRN, mais de 7 mil hectares já foram reflorestados, com cerca de 15 milhões de mudas de 450 espécies arbóreas nativas, sendo que as comunidades fornecem as sementes para a produção de mudas usadas no reflorestamento. Em 2020, a empresa reflorestou uma área de 519 hectares e para este trabalho foram utilizadas 537.352 mudas de 64 espécies nativas da região, utilizando 3.837 quilos de sementes.

Fotos_no_Viveiro Florestalk

A Floresta Nacional (Flona) de Sacará-Taquera, onde a empresa realiza a exploração da bauxita, possui 441.282,63 hectares da Flona, a MRN utiliza para sua operação 4,24%, sendo que boa parte desta área já está em processo de reflorestamento utilizando técnicas de recuperação a partir de pesquisas científicas e da própria observação dos técnicos em campo, utilizando as mudas produzidas no Viveiro Florestal.

Processo de recuperação do Lago do Batata

No início da exploração de bauxita pela MRN, entre 1979 e 1989, quando as atuais leis ambientais do Brasil não existiam, o Lago do Batata, no município de Oriximiná, recebeu um grande volume de rejeitos do processo de lavagem da bauxita, prejudicando toda a fauna e a flora do Lago.

Segundo Lenilton Santos, a MRN iniciou há 30 anos o processo de recuperação do lago e existe a estimativa que o lago se recupere em 75 anos, para isso, plantas nativas da região estão sendo replantadas em grandes extensões do Lago e os resultados já começam a aparecer e a floresta começa a ganhar vida na área.

Fotos_da_área de_reflorestamento do Lago do Batata

Lenilton Santos, analista ambienta, enfatizou: “Hoje tem um processo que é mais visto, que é o processo de reflorestamento. Existem estudos que a fauna está voltando de uma forma bem prazerosa e com resultados muitos positivos. Os peixes estão voltando, as árvores estão crescendo e começando a dar frutos, a camada de matéria orgânica está crescendo, possibilitando o crescimento de novas espécies”

Este ano está previsto a plantação de 25 mil mudas de seis espécies que foram mapeadas como resistentes e que crescem normalmente no local, com monitoramento constante e replantio de mudas.

Conservação de epífitas

Registramos também algumas imagens no ambiente de trabalho do pesquisador João Batista da Silva, 77 anos, que há 40 anos dedica-se ao estudo da botânica com foco em epífitas, o qual já contribuiu, junto a outros pesquisadores, na identificação e catalogação de mais de mil espécies na Amazônia. Desde 2008, coordena o programa de resgate e reintrodução de epífitas na Floresta Nacional (Flona) Saracá-Taquera, no oeste paraense, essencial para a conservação das epífitas e hemiepífitas na unidade de conservação.

Por João Canto

www.obidos.net.br – Fotos de João Canto

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